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GÁBOR
PETER NAGY
Nasceu em Budapeste, Hungria, em 3 de
março de 1950. considerando a difícil
situação de toda a Europa no ainda
Pós-Guerra e o duro regime que os comunistas impuseram aos
países libertados do nazismo, seus pais procuraram lhe
assegurar uma infância confortável e feliz. Desde
neném, esteve sempre em contato com a Natureza. Com 1
mês de idade, seu pai se acidentou (de motocicleta)
gravemente, passando 6 meses hospitalizado. Nesse tempo, sua
mãe, visitando o marido, o levava todo dia para tomar ar
puro no pátio do hospital. Com um ano e meio, já
passeava (e até remava) no Danúbio, o grande rio
que corta Budapeste ao meio. No verão, quase todo
fim-de-semana a família fazia piquenique em alguma ilha ou
então ia passear nas montanhas. No inverno, quando as
montanhas ficavam cheias de neve, descia as ladeiras brancas e geladas
de trenó ou esqui. Aos 5 anos já
freqüentava o ringue de patinação.
Suas mais bonitas lembranças dessa época se ligam
aos passeios “esportivos” que fazia com o pai:
quando quase embarcou num planador, quando foi velejar no Balaton (um
grande lago, o maior da Europa), a primeira vez que foi a um
estádio de futebol, assistiu campeonatos de aeromodelismo e
até foi ver boxe.
Aos 5 entrou numa escola de ginástica e no jardim de
infância; com 6 anos, no primeiro primário. No
final de 1956 estourou a Revolução
Húngara e para se protegerem do tiroteio e das bombas, a
família se refugiou num esconderijo subterrâneo.
Por sorte, era o deposito de uma editora de livros infantis, de modo
que Gábor pôde ler muitos livros lindos e tudo de
graça.
Em 1957, a família resolveu emigrar para o Brasil, por causa
da situação do pais, para experimentar a vida
numa terra nova. Vieram juntos sua mãe, seu pai e os
avós paternos. A viagem começou de trem por
Viena, depois para Gênova, na Itália. Atravessaram
os Alpes no meio de paisagem magnífica e dezenas de
túneis. Lá embarcaram num grande navio e chegaram
ao Rio de Janeiro em 16 de agosto.
Logo Gábor entrou numa escola, onde não entendia
uma palavra, porque não falava português.
Então ensinava aos colegas desenhar elefantes (sem nunca ter
visto algum). Depois foi para o colégio Barilan, onde
estudou até a quarta série ginasial, em 1965.
Lá aprendeu com os amigos e professores a língua,
além do hebraico, e tomou consciência da sua
identidade.
Seguiram-se 1 ano de Escola Técnica, 1 ano de
Yeshivá, em Petrópolis (onde obteve
após os anos de Barilan o embasamento judaico que muito
presa), o 3º Científico e o Vestibular. Como estava
bem preparado, entrou direto na Faculdade, para cursar Engenharia
Mecânica na PUC-RJ.
Infelizmente, em 1972 sofreu um acidente muito grave, de modo
que após difícil e lenta
recuperação, só pôde voltar
1 ano depois aos estudos. Formou-se Engenheiro em 1975, já
trabalhando. Depois de alguns estágios entrou na Nuclebras,
fez pós-graduação em Engenharia
Nuclear e se transferiu depois para o IEN, fazendo pesquisa. Trocou de
emprego e profissão em 1987, quando fez um curso de Analista
de Sistemas pela Petrobrás, onde foi efetivado no ano
seguinte e lá trabalha até hoje.
No meio disso tudo casou com Beatriz em 1976, nasceu seu primeiro filho
Samuel em 78, estagiou na Alemanha em 80, quando visitou Israel pela
primeira vez e sua cidade natal, Budapeste. Em 82 nasceu sua filha
Miriam. Até aqui já mudou 11 vezes de
endereço no Brasil, 5 vezes só desde que se
casou, sempre por necessidades da momento.
Gosta de tudo que faz bem à alma e à mente: boa
música, esportes (que hoje só assiste), jogos
inteligentes, xadrez em especial, humor, matemática,
ciências, boa leitura, cultura, ar livre e muito mais, mas
sobretudo o convívio com a família.
Miriam
Berenguer Nagy
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