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Genealogiabr
O
registro histórico de nossos
ancestrais!
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GENEALOGIA
Sobrenome
ou Apelido é a porção do nome do
indivíduo
que está relacionada com a sua ascendência.
Está
intimamente ligado ao estudo genealógico. Na maioria das
línguas indo-europeias, o prenome precede o sobrenome
(apelido
de família) na forma de designar as pessoas. Em algumas
culturas
e idiomas (por exemplo em húngaro, vietnamita,
chinês,
japonês ou coreano), o sobrenome precede o prenome na ordem
do
nome completo. Na maioria das culturas as pessoas têm apenas
um
sobrenome, geralmente herdado do pai. Muitas vezes porém na
cultura anglo-saxónica entre o nome próprio e o
sobrenome
usam ainda um nome do meio, por vezes escolhendo o sobrenome materno
para esse segundo nome próprio. Já na cultura
lusófona é costume os filhos receberem um ou mais
sobrenomes de ambos os progenitores. Também assim se procede
na
cultura hispânica, porém note-se que, enquanto na
Lusofonia os sobrenomes maternos precedem os paternos na
disposição final do nome completo, na Espanha e
na
América hispânica a ordem é a inversa.
Em Portugal
o número máximo de sobrenomes permitidos
é quatro,
o que permite o uso de sobrenome duplo quer materno, quer paterno,
enquanto que em Espanha é de dois, mas esses dois podem ser
duplos, unidos por hífen, resultando na realidade em quatro.
Já no Brasil e nos restantes países de
língua
portuguesa não existe essa limitação.
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BRASÕES DE ARMAS
DE FAMÍLIA -
Para consultar: clique no link onde o nome de sua família
possa estar.
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Em
muitas
culturas também é normal uma mulher assumir o
sobrenome
do marido após o casamento. Em Países como a
França, a Alemanha e nos países
anglo-saxónicos
é normal a mulher "abdicar" do seu sobrenome de solteira (o
chamado maiden name) e ficar apenas com o sobrenome do seu
cônjuge. Nos últimos anos, porém,
tem-se tornado
algo frequente as mulheres estadunidenses apenas "acrescentarem" o
apelido do marido ao seu nome de solteira ou hifenizarem ambos os
sobrenomes (é o caso de Hillary Rodham Clinton).[1]
Em
Espanha e
em alguns países de língua espanhola a mulher
costumava
substituir o seu sobrenome materno pelo sobrenome do marido, precedido
da preposição "de". Contudo, nas
últimas
décadas esta prática tem sido gradualmente
abandonada.
Em
Portugal a
lei apenas obriga, ao registar-se um neófito, a que este
receba
um nome próprio, e um dos sobrenomes paternos, do pai,
não necessariamente o último sobrenome do pai,
pode ser
até o da mãe do pai, ou sobrenome paterno do
meio. Um
segundo nome próprio, sobrenomes maternos, ou mais
sobrenomes
paternos, até ao número de quatro, são
facultativos legalmente, ou seja, dependem da vontade dos pais.
A
partir do
final do século XIX apenas, e por influência da
burguesia
francesa, tornou-se algo comum as mulheres portuguesas acrescentarem o
sobrenome (ou duplo sobrenome) do marido aos seus sobrenomes, sem no
entanto perderem os seus próprios de solteira. Esta
prática pode originar nomes extraordinariamente longos
(até dois nomes próprios, e até seis
sobrenomes
seguidos) ou causar situações como uma mulher
chamada
Maria Santos Silva casar com um homem chamado José Pereira
Santos, passando o seu nome a ser Maria Santos Silva Santos. Note-se no
entanto que a repetição na mulher de sobrenomes
comuns
aos noivos é legalmente facultativa em Portugal, e depende
apenas do gosto da noiva. Assim por exemplo, geralmente esta Maria
Santos Silva escolherá ao casar assinar-se oficialmente
Maria
Silva dos Santos, se Pereira for da sua sogra, ou Maria Silva Pereira
dos Santos, se Pereira dos Santos for sobrenome duplo do marido. Pois a
adoção do sobrenome do marido, note-se, nunca foi
obrigatória em Portugal, é apenas facultada por
lei
perante a vontade expressa dos noivos nesse sentido. Inversamente, a
lei permite à mulher divorciada guardar o sobrenome ou
sobrenomes do ex-marido, se assim o entender, por exemplo, por
já ser conhecida profissionalmente e não
pretender por
essa razão retirá-los, ou outra ainda - manter o
mesmo
sobrenome usado pelos seus filhos, por exemplo.
Atualmente
uma nova tendência cultural entre as mulheres portuguesas
está regressando ao velho costume português de
manter os
sobrenomes de solteira, não adoptando os do marido ao casar.
Também não é incomum em Portugal uma
mulher
assumir o sobrenome do marido, mas não o usar, nem na sua
vida
profissional, nem na sua vida pessoal (veja-se o caso de Maria
Barroso). Na lei atual, também é permitido os
homens
adotarem o sobrenome das esposas, ou cada um dos noivos adotar um
sobrenome do outro em troca, embora este uso seja raro. Em
países como o Japão, ao casar-se, um casal
é
obrigado a assumir um sobrenome em comum, e apesar de na maioria das
vezes ser o do homem, o contrário também
é
socialmente aceito.
A
prática das mulheres assumirem o sobrenome do marido
é
considerada por vezes sexista, devido ao seu aparente significado
histórico — as mulheres deixariam de pertencer
à
família do pai para pertencerem à
família do
marido. Esta perspectiva pode ser no entanto contrariada, pelo menos no
quadro da cultura lusófona, onde durante séculos
—
e até ao séc. XIX, pelo menos —, se
manteve o
costume matriarcal de as filhas tomarem os sobrenomes de suas
mães, tias e avós, na generalidade dos casos,
tanto entre
a nobreza como entre o povo, reservando-se aos rapazes o uso dos
sobrenomes dos seus pais, tios e avós (masculinos). E ainda
o
costume cruzado de o primeiro filho homem tomar o nome completo
(prenome e sobrenome) do avô paterno, enquanto o segundo
filho
homem tomava o nome completo do avô materno; enquanto
às
raparigas se procedia dando à primeira o nome total da
avó materna, à segunda o nome por inteiro da
avó
paterna, etc. Este singularização
onomástica
histórica de Portugal no quadro internacional explica-se
pelas
fundas raízes matriarcais da cultura celto-galaica, depois
galaico-portuguesa, de que ele nasceu.
É
interessante acrescentar que no Brasil, até o
Código
Civil de 2002, somente as mulheres poderiam adquirir o sobrenome do
cônjuge. Após a nova edição
do diploma
legal, o marido passou também a poder acrescentar ao seu
nome o
sobrenome da mulher, cabendo ao casal esta decisão.
PatronímicosVer
artigo principal: patronímico
Como
os
sobrenomes surgiramConhecer a origem dos sobrenomes poderá
indicar de onde certa família descende, no que trabalhavam
ou
conhecer algumas características dos ancestrais dessa
família.
Os
primeiros
a adquirirem sobrenomes foram os chineses. Algumas lendas sugerem que o
Império Fushi decretou o uso de sobrenomes, ou nomes de
famílias, por volta de 2.852 a.C. Os chineses tinham
normalmente
3 nomes: o sobrenome, que vinha primeiro e era uma das 438 palavras do
sagrado poema chinês "Po-Chia-Hsing". O nome de
família
vinha em seguida, tirado de um poema de 30 personagens adotados por
cada família. O nome próprio vinha
então por
último.
Na
Antiga
Roma tinham apenas um nome próprio. No entanto mais tarde
passaram a usar três nomes. O nome próprio ficava
em
primeiro e se chamava "praenomen". Depois vinha o "nomem", que
designava o clã. O último nome designava a
família
e é conhecido como "cognomen". Alguns romanos acrescentavam
um
quarto nome, o "agonomen", para comemorar atos ilustres ou eventos
memoráveis. Quando o Império Romano
começou a
decair, os nomes de família se confundiram e parece que os
nomes
sozinhos se tornaram costume mais uma vez.
Formação
e evolução dos sobrenomes em Portugal e no
Império
PortuguêsDesde a Idade Média e até ao
século
XVIII, em algumas zonas rurais portuguesas as pessoas eram conhecidas
pelo nome próprio, ao qual era acrescentado o
patronímico, para os rapazes, e o matronímico,
para as
raparigas. Em casos mais raros, podiam os rapazes ser conhecidos pelo
matronímico, por exemplo, se não tivessem pai, ou
as
raparigas pelo patronímico, no caso, por exemplo, de o pai
ser
de uma família mais distinta do que a da mãe. A
partir do
fim da Idade Média, numa lenta
transição das urbes
para o campo, e do litoral para o interior, os patronímicos
tendem a fixar-se, transmitindo-se sempre o mesmo, já como
sobrenome de uma dada família que o usa em comum.
Nos
documentos oficiais em Portugal, por exemplo, na chancelaria
régia portuguesa, os registos mencionam sempre o nome da
pessoa,
seguido do nome do pai dela, de forma a impedir confusões
entre
homónimos.
A
necessidade
de adicionar outro nome para distinguir as pessoas de mesmo nome veio a
partir de certa altura a ganhar popularidade. Então elas
passaram a adicionar ao nome que declaravam, ou que assinavam, o
apelido (sinónimo em português de alcunha) por que
os
outros as distinguiam, ou então a sua terra de origem, por
exemplo. Assim, o João Anes, filho do ferreiro, se diria
João Anes Ferreiro, podendo passar essa alcunha/apelido aos
seus
descendentes. O filho de João Anes, de Guimarães,
que
passasse a residir em Barcelos, dir-se-ia João Anes de
Guimarães. Este processo é paralelo e
análogo ao
da nobreza, que em muitos conhecidos se assina pelo nome das terras de
senhorio da respectiva família (João Anes de
Sousa, ou
seja: João, filho de João, senhor ou dono das
Terras de
Sousa), ou Afonso Vaz Correia (Afonso, filho de Vasco, da linhagem
tornada conhecida pelo epíteto/alcunha/apelido Correia).
Assim
temos
dois tipos básicos de sobrenomes, os que eram dados, ou
chamados
pelos de fora a alguém, para o distinguir (apelido, o mesmo
que
alcunha), e aqueles que são escolhidos pelo
próprio para
se afirmar, ou distinguir perante os outros (toponímicos).
No
século XI, época da
Revolução Urbana na
Europa, com a explosão da população
nas até
então pequenas cidades medievais, pouco mais do que aldeias,
o
uso de um segundo nome se tornou tão comum nessas urbes
subitamente crescidas, e onde as pessoas passaram a ter mais
dificuldade em conhecerem-se todas, que em alguns lugares era mal
considerado não se ter um sobrenome. Mas mesmo tendo sido
este
fenómeno o começo para todos os sobrenomes que
existem
hoje, grande parte dos nomes usado nas Idades Média e
Moderna
não tem a ver com a família, isto é,
nenhum era
obrigatoriamente hereditário, até à
implantação do registo civil com força
de lei em
Portugal, no ano de 1911. Note-se que até ao
século XVII
nem sequer a Família Real dispunha de sobrenome, sendo
apenas os
seus membros tratados pelos seus nomes próprios e seus
respectivos títulos distintivos.
Até
1911, com efeito, a adopção dos sobrenomes era
liberal,
isto é, as pessoas eram apenas batizadas com o nome
próprio, e escolhiam livremente mudar esse nome
próprio
ao entrar na adolescência, época em que recebiam o
sacramento do Crisma, considerado um novo batismo, e que permitia, e
permite, mudar o nome próprio, ou acrescentar-lhe outro.
Até 1911, pois, por conselho da família ou
vontade
própria, o crismado escolhia qual ou quais os sobrenomes de
família que iria assinar como adulto. Esses registos eram
exclusivamente os da Igreja Católica, que serviam
oficialmente
quando preciso na vida civil.
No
século XIV, é adotada em Portugal a
língua
portuguesa para os registos oficiais, abandonando-se o latim
bárbaro até então utilizado para esse
efeito. Isto
paralelamente a outras nações europeias, onde
pelos anos
de 1370 já se encontra a palavra "sobrenome" em documentos,
nas
respectivas línguas locais. Mas sobrenome significando ainda
e
apenas, então, um segundo nome mais distintivo, livremente
atribuído ou escolhido, não necessariamente
transmissível. Ou seja, não o sobrenome no
sentido
contemporâneo do termo.
À
medida que os governantes passaram a usar cada vez mais documentos
escritos e a deixar registrados seus atos legais, foi-se tornando mais
importante identificar com exatidão as gentes. Em algumas
comunidades nos centros urbanos, os nomes próprios eram
insuficientes para distinguir as pessoas. No campo, com o direito de
sucessão hereditária de terras, era preciso algo
que
indicasse vínculo com o dono da terra, para que os filhos ou
parentes pudessem adquirir a herança, já que
qualquer
pessoa com o mesmo nome poderia tentar se passar por filho. Acredita-se
que na Europa, só depois de terminado o século
XIX, a
maior parte das pessoas de qualquer nível social tinha um
sobrenome, ou sobrenomes, hereditários, fixos nalguns casos.
Fora da cultura lusófona, este sobrenome tendia a ser
patrilinear, único, e identificava a família como
primado
de identidade masculina, provendo assim uma
ligação com o
passado, e preservando sua identidade no futuro.
No
mundo fora
da Lusofonia não é surpresa o fato de que
antigamente a
prioridade das famílias mais importantes fosse ter filhos
homens, para manter o nome, afinal, os filhos homens eram quem passava
o sobrenome para as novas gerações, e por essa
razão era desgostoso para uma família
não ter
nenhum descendente masculino. Já em Portugal vigorava o
conceito
de casa, tanto entre a nobreza quanto entre o povo,
constituído
pela noção de património familiar
comum
partilhado, no qual, na ausência de varões,
sucediam as
mulheres como senhoras da casa, que em muitos casos transmitiram, e
transmitem ainda, esse sobrenome da casa à sua
descendência. É o chamado sistema misto. Este
costume
português explica porque é que atualmente
são
raríssimas, se é que ainda existem, as
famílias
portuguesas, ou de origem portuguesa, que mantenham a varonia do
sobrenome, ou sobrenomes usados na atualidade. Ao contrário
da
França, por exemplo, aonde se sabe que as
famílias se
consideram extintas na falta de homens que lhes transmitam o nome, em
Portugal elas sobreviveram, bem como o uso dos sobrenomes antigos,
através da transmissão por via feminina.
Além
disto, convém ainda ter em conta que durante a profunda
vivência religiosa dos tempos antigos, a
noção de
parentesco e de família, mais do que carnal, era considerada
espiritual, pelo que as pessoas com larga vivência comum numa
mesma casa, aonde a família se considerava
constituída
por amos, parentes, filhos, criados, e até os escravos,
todos
podiam ser conhecidos pelo sobrenome principal da casa, mesmo os
escravos baptizados, que recebiam no baptismo os nomes e sobrenomes dos
seus senhores. E o parentesco espiritual era tão forte que,
por
exemplo, padrinhos eram considerados como pais dos seus afilhados,
impedidos de casar, por exemplo, etc. Assim, muitas vezes os afilhados,
sobretudo quando herdavam dos padrinhos, tomavam os seus sobrenomes,
especialmente se estes fossem seus parentes, mesmo que remotos, sem
outra razão para tal que não fosse manter um
mesmo
sobrenome ligado aos mesmos bens transmitidos. Este aspecto esteve
mesmo muitas vezes consignado nas escrituras de
instituição de vínculos temporais, em
que os
instituidores obrigavam todos os sucessores a usarem o sobrenome ligado
aos bens, o que explica o costume formado em Portugal de
utilização oficial de cada vez mais sobrenomes,
de
maneira a não poder perder esses bens que tinham essa
cláusula.
Formação
e adoção dos sobrenomes noutros países
europeusNoutros países, o processo foi muito distinto.
Parece
que o uso moderno dos nomes hereditários é uma
prática que se originou na aristocracia comercial veneziana
durante as Cruzadas, na Itália, por volta do
século X ou
XI. Muitos desses nomes italianos usados eram, porém,
não
os de uma família de sangue, mas sim de uma
família
corporativa, ou seja, um nome comum para todos os membros de um
sindicato comercial, e respectivos familiares, unidos pelo
negócio, e não pela biologia. Outros viajantes,
voltando
da Terra Santa e passando pelos portos da Itália, tomaram
nota
deste costume e o espalharam muito lenta e gradualmente pelo resto da
Europa Ocidental, nas zonas litorâneas urbanas por onde
passava a
navegação de cabotagem. Por exemplo, no
começo dos
séculos XV e XVI os nomes de família ganharam
popularidade na Polônia e na Rússia. Os
países
escandinavos, amarrados ao seu costume de usar o nome do pai como
segundo nome, não usaram nomes de família antes
do
século XIX, e na Islândia - país com
pequena
população - até hoje se
mantém este uso. A
Turquia esperou até 1933, quando o governo forçou
a
prática de sobrenomes a ser adotada em seu povo.
Os
sobrenomes
foram primeiramente usados pela nobreza e ricos
latifundiários
(senhores feudais), e pouco a pouco foram adotados por comerciantes e
plebeus. Os primeiros nomes que permaneceram foram aqueles de
barões e latifundiários, que receberam seus nomes
a
partir de seus feudos ou propriedades. Estes nomes se fixaram
através da hereditariedade destas terras. Para os membros da
classe média e trabalhadores, como as práticas da
nobreza
eram imitadas, começaram a usar assim os sobrenomes, levando
a
prática ao uso comum.
É
uma
tarefa complicada classificar os nomes de família por causa
das
mudanças de ortografia e pronúncia com o passar
dos anos.
Muitas palavras antigas tinham significados diferentes na
época,
ou hoje em dia estão obsoletas. Muitos nomes de
família
dependeram da competência e discrição
de quem os
escreveu no registro. O mesmo nome pode muitas vezes estar escrito de
diferentes maneiras até mesmo em um documento só.
Um
exemplo: Carlos Red, que recebeu seu nome por ter cabelos vermelhos
(red=vermelho, em inglês), pode ter descendentes
prováveis
com o sobrenome Reed, Reade, etc.
Formação
dos sobrenomes ou apelidos em geralOs nomes de família
chegaram
até nós de diferentes maneiras. A grande maioria
dos
sobrenomes evoluiu de cinco fontes principais:
Ocupação:
John, sendo carpinteiro, cozinheiro, moleiro, alfaiate, chamar-se-ia em
inglês, respectivamente, de: John Carpenter, John Cook, John
Miller e John Taylor. Um ferreiro, se chamaria em inglês de
Smith, um dos sobrenomes mais comuns. Toda vila tinha os seus Smiths
(ferreiros), Millers (moleiros), Taylors (alfaiates) e Carpenters
(carpinteiros), Gardners (jardineiros), Fishers (pescadores), Burke ou
Burgie (tem a ver com castelos ou fortes), Hunters
(caçadores),
sendo que os Millers de uma vila não tinham necessariamente
qualquer relação com os Millers de outra vila.
Localidade:
O
John que morava numa colina/montanha (hill, em inglês) pode
ter
ficado conhecido por John Overhill (over, considera-se "em cima"). O
John que morava perto de um riacho poderia ser chamado de John Brook
(brook=arroio, ribeiro). Pode-se dizer que, em inglês, um
sobrenome deriva de um local quando, por exemplo, termina em:
-hill
(em inglês) ou -berg (em alemão), ambos significam
montanha, monte;
-ford
(um leito de rio);
-wood
(floresta, bosque);
-brook
(arroio, ribeiro);
-well
(poço).
Alguns
nomes
portugueses são derivados de nomes estrangeiros de
localidade.
Por exemplo, Dutra teria vindo do holandês 'van Utrecht'.
Patronímico e matronímico: Muitos sobrenomes
indicavam
antigamente o nome do pai ou da mãe; por exemplo, "Esteves"
significa "filho de Estêvão". Mas
também Joana
Fernanda significava Joana, filha de Fernanda, assim como
André
João significou André, filho de João,
e
José Mariano quis dizer José, filho de Maria.
Alguns dos
patronímicos e matronímicos são
cursivados,
[1][2]e se passará a chamar Joana Fernandes ou
André
Eanes aos mesmos dois exemplos referidos atrás, processo
sempre
iniciado no litoral, e mais tardio no interior português ou
no
interior colonial. Os sufixos (ou prefixos) dos patronímicos
variam de país para país:
Alemanha:
-sen; -mann. Exemplos: Jansen, Petersen, Hansen, Hartmann, Lehmann,
Kaufmann
Armênia:
-ian. Exemplos: Aracy Balabanian, e Stepan Nercessian atores
armenos-brasileiros; ou Cherilyn Sarkisian, nome da atriz
norte-americana Cher.
Bulgária:
-ov (masc.); -ova (fem.). Exemplos: Stoyanov(a).
Dinamarca:
-sen. Exemplos: Olsen, Petersen.
Escócia:
Mc-; Mac-. Exemplos: McNamara, MacMillan.
Espanha:
-ez. Exemplos: Fernández, Méndez.
Finlândia:
-nen. Exemplos: Virtanen, Salonen, Häkkinen.
França:
-t. Exemplo: Martinet. Como o ator e dublador estadunidense Charles
Martinet
Geórgia:
-dze; -shvili. Exemplos: Makharadze, Saakashvili, Gabashvili.
Grécia:
-poulos. Exemplos: Tatopoulos, Papadopoulos.
Hungria:
-yi. Exemplo: Simonyi.
Inglaterra:
-son. Exemplos: Johnson, Williamson.
Irlanda:
Mc-; Mac-; O'-. Exemplos: McNaughton, MacNamara, O'Neil.
Islândia:
-sson (masc.); -dóttir (fem.). Exemplos: Danielsson,
Davíðsdóttir.
Itália:
-i. Exemplos: Puchetti, Leonardi, Lorenzi, Benhossi.
Normandia:
Fitz-. Exemplos: Fitzgerald, Fitzpatrick.
Noruega:
-sen. Exemplos: Sörensen, Jakobsen, Mortensen.
País
Basco: -ena. Exemplos: Hernandorena, Michelena (Mitxelena).
País
de Gales: Ap-, Up-, -s. Exemplo: Apjohn, Upjohn, Updike, Roberts,
Williams.
Países
Baixos: -ssen. Exemplo: Janssen.
Países
Catalães: -is; -es. Exemplo: Vives.
Polônia:
-wicz; -ski. Exemplos: Marcinkiewicz, Kowalski.
Portugal:
-(e)s. Exemplos: Simões (filho de Simão);
Guimarães (filho de Guímaro, ou
Vímara); Fernandes
(filho de Fernando); Henriques (filho de Henrique); Nunes (filho de
Nuno); Martins (filho de Martim); Rodrigues (filho de Rodrigo).
Romênia:
-escu. Exemplos: Filipescu, Popescu.
Rússia:
-ov, -ev (masc.); -ova, -ovna (fem.); -vitch. Exemplos: Ivanov(a),
Petrovich.
Sérvia:
-ić. Exemplos: Petrović; Petković; Milošević.
Suécia:
-sson. Exemplos: Petersson, Gustafsson.
Ucrânia:
-enko. Exemplo: Timoshenko.
Na
Normandia,
John, filho de Randolph, ficaria John fitz-Randolph. Na
Escócia,
os descendentes, por exemplo, de Gilleain eram conhecidos como
MacGilleain e mais tarde abreviava-se para Mc, como McClean, McLane,
McCann, McDaudt, etc.
Apesar
do
nome patronímico ter sido usado por um longo tempo, eles
sempre
mudavam de geração para
geração. Como
exemplo, John, filho (son) do William, poderia ser conhecido como "John
Williamson", mas o filho dele teria como sobrenome "Johnson", por ser
filho (son) do John. Característica: um homem muito baixo
poderia ser chamado, em inglês, de Small, Short, Little ou
Lytle.
Um homem grande poderia ser então Longfellow, Large, Lang ou
Long. Muitas pessoas que tinham características de um animal
receberiam dele o nome, como por exemplo, uma pessoa travessa,
astúcia, poderia ser chamada de Fox (raposa); Um bom
nadador, de
Fish (peixe); um homem quieto, Dove (pombo) e assim por diante. Os
sobrenomes que são normalmente engraçados, alguns
surpreendentes e por vezes até embaraçosos,
são os
nomes que provêm das características. Nem sempre
se pode
levar a sério o significado de um sobrenome comparando com
os
valores de hoje em dia, pois o significado das palavras mudou durante
centenas de anos. Diante do sobrenome inglês "Stout", pode-se
interpretar que o titular deste sobrenome era gordo, forte ou
então decidido, resoluto. Muitos sobrenomes têm
mais de
uma origem. Por exemplo, o sobrenome inglês "Bell" (sino)
pode
dizer tanto de alguém que morou ou trabalhou onde se toca o
sino, quanto alguém que fabricava sinos. Pode ser
descendente de
alguma Isabel, ou pode ter vindo do francês antigo no qual a
palavra "bel" significa beleza, correspondendo então a
alguém muito bonito.
Religião:
nos países em que a religião mais influente
é a
cristã, é habitual o uso de
designações
religiosas nos apelidos. Exemplos: Aleluia, Anjos,
Assunção, Baptista, Espírito Santo,
Graça,
Luz, Jesus, Santos, Trindade. Pesquisa Genealógica e a
origem
dos sobrenomesUma das ciências auxiliares da
História, a
Genealogia está intimamente ligada aos sobrenomes. A busca
pela
origem dos nomes das famílias é uma das formas de
obtenção dos registros que permitem conhecer a
árvore genealógica de uma pessoa, bem como dados
importantes sobre a origem de sua parentela. A internet revolucionou a
pesquisa genealógica, reunindo recursos que
diminuíram
muito o tempo necessário para construir uma
árvore de
ancestrais. Tecnologias como as redes sociais são empregadas
de
forma a facilitar a busca por pessoas distantes que tenham o mesmo
sobrenome, parentes esquecidos, perdidos ou por registros relevantes.
fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Sobrenome
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