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Ana Justina
Ferreira Néri nasceu na vila de Cachoeira de
Paraguaçu-BA. Viúva do
capitão-de-fragata Isidoro Antônio
Néri, viu seus filhos, o cadete Pedro Antônio
Néri e os médicos Isidora Antônio
Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo; seus
irmãos Manuel Jerônimo Ferreira e Joaquim
Maurício Ferreira, ambos oficiais do exército,
serem convocados para a Guerra do Paraguai. Ana Néri
escreveu então ao presidente da província uma
carta em que oferecia seus serviços como enfermeira enquanto
durasse o conflito. Partiu da Bahia, de onde nunca saíra, em
1865, para auxiliar o corpo de saúde do Exército,
que era pequeno e contava com pouco material. Começou seu
trabalho no hospital de Corrientes, onde havia, nessa época,
cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras
vicentinas. Mais tarde, assistiu os feridos em Salto,
Humaitá, Curupaiti e Assunção. Mulher
de posses, com seus recursos montou na capital conquistada, na
própria casa onde morava, uma enfermaria limpa e modelar.
Ali trabalhou, abnegadamente, até o fim da guerra, na qual
perdeu seu filho Justiniano e um sobrinho, que se alistara como
voluntário da pátria. De volta ao
Brasil, em 1870, Ana Néri recebeu várias
homenagens: foi condecorada com as medalhas de prata
humanitária e da campanha e recebeu do imperador uma
pensão vitalícia, com a qual educou quatro
órfãos que recolhera no Paraguai. Seu retrato de
corpo inteiro, obra de Vítor Meireles, figura em lugar de
honra no paço municipal de Salvador. Ana Néri
morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 20 de Maio de 1880.
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